O governo federal prepara um novo programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90% e previsão de lançamento ainda em maio de 2026.
A iniciativa, chamada de Desenrola 2.0, é voltada a pessoas com renda e prevê também a possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS para quitar díbitos.
Confira o que já se sabe sobre as regras, quem pode participar e o que ainda precisa ser definido.
Continua apos o anúncioO Desenrola 2.0 é uma nova versão do programa federal de renegociação de dívidas lançado em 2023. A proposta retorna em um momento em que o endividamento das famílias atingiu níveis históricos — segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio), 80,2% das famílias tinham alguma dívida em março de 2026, o maior índice desde 2010.
Nessa nova versão, o governo atua como mediador e garantidor das operações entre devedores e instituições financeiras. A lógica é a mesma do programa anterior: reduzir o risco para os credores por meio de fundos públicos, o que abre espaço para descontos melhores e condições de pagamento mais sustentáveis.
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O programa deve atender principalmente pessoas com renda de até cinco salários mínimos que estão inadimplentes. Esse recorte busca direcionar a política para as famílias mais afetadas pelo endividamento e com menor capacidade de negociação direta com os credores.
O governo também avalia incluir pessoas que estão em dia com as dívidas, mas com o orçamento altamente comprometido. Para esse grupo, a proposta seria a migração para linhas de crédito mais baratas, sem necessidade de estar com o nome negativo. Os detalhes finais do público-alvo ainda precisam ser definidos antes do lançamento oficial.
Continua apos o anúncioAs dívidas elegíveis ao programa devem contemplar as principais modalidades de crédito que mais pesam no endividamento das famílias. Segundo fontes ligadas ao governo, devem entrar:
Os descontos devem ser proporcionais à idade da dívida: quanto mais antiga, maior o abatimento sobre o valor total. A expectativa é que os descontos cheguem a até 90% em dívidas muito antigas, dependendo do tipo de débito e da instituição credora.
Em relação à taxa de juros, a tendência é que fique próxima a 2% ao mês, bem abaixo do rotativo do cartão de crédito, que pode ultrapassar 400% ao ano. O prazo para quitação dentro do programa deve ser de três meses, com a ideia de concentrar as adesões em uma janela limitada e estimular acordos em curto prazo.
Continua apos o anúncioAinda não estão fechados o desconto mínimo garantido, o teto exato da taxa de juros e o volume de recursos a ser destinado ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que funciona como garantia pública para viabilizar as renegociações.
Quem aderir ao Desenrola 2.0 ficaria impedido de realizar apostas esportivas (bets) por seis meses após a renegociação. A medida foi mencionada pelo próprio Ministério da Fazenda como forma de evitar que as pessoas voltem a se endividar rapidamente após quitar as dívidas.
A proposta também prevê um componente educativo, com a participação em conteúdos de educação financeira como contrapartida para acessar as melhores condições de renegociação. A ideia é que o programa não apenas alivie o passado financeiro, mas ajude a mudar o comportamento financeiro dos beneficiários.
O governo trabalha com o objetivo de anunciar o programa ainda em abril de 2026, com início imediato das operações em maio, aproveitando a marca simbólica do Dia do Trabalhador (1º de maio). A proposta deve ser formalizada por meio de uma medida provisória.
Até a publicação oficial, a recomendação é acompanhar apenas os canais oficiais do governo e desconfiar de cadastros antecipados, links por WhatsApp ou qualquer promessa de acesso privilegiado ao programa. Nenhuma instituição oficial cobra taxa para inscrever o cidadão em programas de renegociação de dívidas.
Acompanhe o portal Assistencialismo Notícias para ficar por dentro de todas as atualizações sobre o Desenrola 2.0.
Fonte: www.assistencialismo.com.br
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