A partir de 2028, só a nova identidade será válida para benefícios; entenda o que muda

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Você recebe algum benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou de programas sociais e ficou em dúvida sobre quando a biometria vai ser obrigatória? Tem medo de perder o pagamento por não entender os prazos? Quer saber se precisa fazer algo agora ou se ainda pode esperar?

As respostas estão no calendário de transição definido pelo Governo do Brasil, e compreender essas regras desde já é o melhor caminho para evitar bloqueios no futuro.

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Confira detalhes dessa mudança a seguir.

Governo define calendário de transição para biometria nos benefícios

O Governo Federal publicou a Portaria Conjunta MDS/INSS nº 36, que cria um calendário de transição para a adoção gradual do cadastro biométrico na concessão, manutenção e renovação de benefícios da Seguridade Social.

A medida faz parte do processo de digitalização do Estado e tem como foco reforçar a segurança dos pagamentos, reduzir fraudes e garantir que os recursos públicos cheguem apenas a quem realmente tem direito.

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Como funciona o calendário de transição da biometria

Até 31 de dezembro de 2027, continuam válidos os cadastros biométricos já existentes em bases oficiais do Estado, como a Carteira Nacional de Habilitação, os documentos de registro migratório e a Identificação Civil Nacional sob responsabilidade da Justiça Eleitoral.

Durante esse período, o próprio governo fará a verificação automática nessas bases, sem exigir que o beneficiário compareça presencialmente, desde que a biometria esteja regular.

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Os prazos mudam conforme a finalidade do benefício, especialmente no caso do Benefício de Prestação Continuada. Para quem vai solicitar o BPC, a biometria precisa ter sido registrada em uma dessas bases até 30 de abril de 2026.

Já nos casos de manutenção ou revisão do BPC, o prazo se estende até 31 de dezembro de 2026. Após essas datas, será aceita exclusivamente a biometria vinculada à nova Carteira de Identidade Nacional, que passa a ser obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2028.

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Quem já é beneficiário não precisa tomar nenhuma providência imediata. A consulta será feita automaticamente pelo governo, e apenas quem não tiver biometria registrada em nenhuma base será convocado para regularização, respeitando o calendário definido.

Convocação será gradual e integrada ao CadÚnico

A implementação do cadastro biométrico não acontece de uma vez. O processo será gradual e integrado às rotinas já existentes de revisão de benefícios e atualização do Cadastro Único.

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Beneficiários com dados desatualizados no CadÚnico poderão receber uma notificação conjunta, orientando tanto a atualização cadastral quanto a realização da biometria.

Mesmo quem se adiantou e atualizou o cadastro antes do prazo, mas ainda não possui biometria registrada, poderá ser convocado em momento específico.

A partir da notificação, o beneficiário ou responsável legal terá até 90 dias para realizar o cadastro biométrico em uma das bases autorizadas, com prioridade para a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional.

Digital sendo escaneada em sistema de biometria usado para concessão de benefícios do INSS
Você sabe se todos precisam passar pela biometria? Algumas situações permitem exceções, mas é preciso ficar atento às regras. Imagem: Assistencialismo Notícias

Quem pode ser dispensado da biometria

A Portaria também prevê situações em que a exigência pode ser dispensada. Pessoas com 80 anos ou mais podem ser liberadas mediante verificação em cadastros oficiais, ou apresentação de documento com foto. Migrantes, refugiados e apátridas poderão comprovar a situação com protocolos oficiais

. Já beneficiários que vivem em municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal podem ter a exigência suspensa enquanto durar essa condição.

Por que a nova Carteira de Identidade Nacional ganha importância

A Carteira de Identidade Nacional passa a ter papel central nesse processo. Ela utiliza o CPF como número único de identificação em todo o país, reduz divergências de dados e oferece mais segurança.

A primeira via em papel é gratuita, o documento tem validade nacional e também está disponível em formato digital, com QR Code, o que facilita a conferência das informações e a prevenção de fraudes.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o objetivo não é dificultar o acesso aos benefícios, mas tornar o sistema mais seguro e confiável. O calendário de transição foi criado justamente para dar tempo suficiente para que todos se adequem, sem prejuízo aos pagamentos.

Acompanhe no portal Assistencialismo Notícias todas as atualizações sobre INSS, BPC e programas sociais e fique por dentro dos seus direitos.

Fonte: www.assistencialismo.com.br

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